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Oba Oba dá receita de fazer rock, pop e sertanejo virarem 'samba house'

03/07/2013

Cantor Luciano diz querer dosar releituras e autorais como 'I love you baby'.
Ele diz que seria fácil 'pagodear' hits de Metallica, e Radiohead e Luan.

O quarteto Oba Oba Samba House surgiu a partir de uma brincadeira com "Otherside", música dos Red Hot Chili Peppers, tocada em ritmo que mistura pagode e house music. Eles também têm um sucesso autoral ("I love you baby", da trilha da novela "Salve Jorge"), mas desde o início, em 2011, o que chama atenção é o trabalho de transformar rock, pop, sertanejo e outros estilos em "samba house".

"O processo é um pouco árduo. O bpm (batidas por minuto) do eletrônico é diferente do samba. Um arranjo que concilie isso é difícil", diz Luciano, cantor do grupo de Ribeirão Preto (SP). A partir de uma lista com músicas de diferentes estilos enviada para oG1, o músico disse quais seriam possíveis de serem transformados em "samba house"

O resultado pode até indicar futuroas novidades no repertório do Oba Oba: Metallica, Luan Santana e Radiohead seriam facilmente transformados em "samba house". Por outro lado, eles não encarariam letras no sul-coreano de Psy ou no ponto de vista feminino de Anitta.

No álbum mais recente, segundo pela Sony Music, Paralamas ("Meu erro"), Red Hot Chili Peppers ("By the way"), Counting Crows ("Mr. Jones"), Oasis ("Wonderwall') e Raimundos ("Mulher de fases") foram adaptados ao estilo do Oba Oba.

Mesmo com o sucesso de "I love you baby", eles não querem abandonar as releituras, no mesmo peso das autorais. "A gente quer dividir bem", planeja Luciano.

G1 - Como é o processo de transformar uma música de estilo diferente em 'samba house'? Acontece muito de não dar certo?
Luciano - Eu diria releitura. É um proposta totalmente diferente da original. Começamos tocando na noite, há 13 anos, o que a galera queria ouvir. Mas quisemos apresentar as músicas com a nossa cara. A primeira foi "Otherside", do Red Hot Chili Peppers. A partir disso mudou tudo para a gente. O processo é um pouco árduo. O bpm (batidas por minuto) do eletrônico é diferente do samba. Um arranjo que concilie isso é difícil. No processo, nos reuimos nós quatro para fazer os arranjos. Depois apresentamos para a galera no show e a recepção mostra se foi bem sucedido ou não. Todo o o repertório é montado assim. Não me lembro de qual música, mas já aconteceu de mostrarmos no show e não funcionar.

G1 - Com o sucesso de "I love you baby", a ideia é investir mais nas músicas autorais ou continuar com as releituras?
A gente quer dividir bem. Pretendemos manter dessa forma. Acho que a galera que ouve quer isso. A supresa da releitura e o autoral, que tem crescido.

G1 - As duas bandas que estão fazendo sucesso atualmente com versões de outros estilos para samba são de Ribeirão Preto (SP). Qual é a relação de vocês com o Sambô?

Somos amigos. Já trabalhamos em projeto anterior antes. Somos conterrâneos, mas tocamos samba de uma forma diferente. Eu tinha uma carreira solo e participava de um programa de calouros. O Júlio César do Sambô era músico da minha banda. O Gama, do Sambô, já produziu várias coisas para eu gravar. Quase lancei um disco com a produção dele. Sempre cantei, sempre trabalhamos junto. E agora é muito bacana ver essa galera na estrada. Hoje a gente vê várias bandas que seguem o que a gente vem fazendo.

G1 - Vocês ficam chateados com a existência de outras bandas com o sobrenome de "samba house"?

Não. Vemos como homenagem. Só em Ribeirão Preto tem quatro ou cinco bandas assim, surgidas depois da gente. Elas comprovam a grandeza do nosso projeto.

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